25/02/2010

Ten Years After

Recordam-se (Lembram-se) daqueles filmes de terror, antigos, ainda do tempo do Peter Cushing e do Christopher Lee ? Pois! Se calhar não se lembram. No entanto, vou tentar recordar-vos, correndo o risco de ficar muito aquém na descrição, relatando a noite do regresso desses monstros musicais : Os PALE QUAVERS”: A noite estava parecida com uma noite dessas, com efeitos especiais simulando uma (tempestade), “sofisticadíssimos”. Ele era relâmpagos, ele era trovões, ele era vento ciclónico... mesmo assim, dez anos depois e sem qualquer tipo de temor pelos raios enviados por Júpiter, os “mundialmente” famosos “Pale Quavers” regressaram às lides. Isto é, encontraram-se de novo!
Apesar de mais cinco anos em cada perna, o certo, é que não estavam muito diferentes do que eram. Alguns quilitos a mais nuns e a menos noutros, uma ou outra branca em tempos inexistente, mas de resto, estavam todos na mesma.

A ferrugem começava a ser limpa, o dedos e as vozes a aquecer e… “aqui vai disto!”... Iam soltar-se as primeiras notas!

Primeiro, o desenrolar e o desemaranhar dos cabos há muito esquecidos num canto qualquer, onde há tanto tempo aguardavam por aquele dia. Depois, tal como se desembainhava uma espada, foi o retirar dos instrumentos dos respectivos sacos. Toca dali, afina de acolá… já se ia ouvindo alguma coisa.

O baterista, sempre dinâmico e em plena forma, retornou super prevenido. O que quer que fosse necessário, ele, como num passe de mágica fazia aparecer - Et Voilá! O vocalista e guitarra solo, vinha igual ao que sempre foi, irradiando ideias e prometendo um convívio alegre. O guitarra ritmo mas que também “rasgava” umas “malhas” de fazer inveja a muitos, mantinha a sua habitual postura com um requintadíssimo sentido de humor que sempre o caracterizou.

Das duas vozes femininas, só uma lá estava. Esta, espalhando sobriedade e simpatia, lembrava e relembrava letras e musicas que já tinham sido tocadas e ia de certo modo treinando a voz.

Quanto ao “gajo” do baixo, bem… esse sou eu. Não fica bem falar de mim. No entanto, posso dizer que adorei reencontrar velhas amizades, reviver velhos projectos, velhos sonhos… talvez!... Uma curiosidade: apesar de tantos anos sem ninguém lhe mexer, o baixo ainda estava afinado como da última vez que tocou.

Ten Years After, os PQ estavam, bem ou mal, para o melhor ou para o pior, para a graça ou para a desgraça, de novo na “estrada”. Tudo isto passou-se, logicamente à revelia de Alvin Lee , não fosse “o diabo tece-las” e espetar-lhes com um valente processo por usurpação de nome. De qualquer modo, valer-lhes-ia sempre o facto de Ten Years After não querer dizer outra coisa a não ser, dez anos depois e… Dez anos depois…, “wellcome back” PQ !

A. Jorge


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